D. Frei Aleixo de Miranda Henriques (1758 - 1770) - O de triste memória

Foi D. Frei Aleixo o 23º. Bispo de Miranda, onde chegou a 21 de Novembro de 1758, fazendo a sua entrada solene a 25.
Natural de Lisboa, nomeado bispo de Miranda em 16 de Maio de 1758 é transferido de Bragança para a Sé do Porto em 1770, onde morreu a 21 de Maio do ano seguinte.
Declarada a guerra a Portugal pela Espanha, a praça de Miranda é cercada pelo exercito invasor sob o comando do marquês de Sárria, a 8 de Maio, uma violenta explosão casual de 1.500 arrobas de pólvora, que se encontravam nos paióis, destrói o castelo, deixando a guarnição sem possibilidade de resistência. Tomada Miranda, Moncorvo, Bragança e Chaves rendem-se, sem combate ao inimigo.
Miranda era a sede da diocese. A derrocada militar foi o pretexto que serviu a D. Frei Aleixo para se mudar para  Bragança.
Segundo o Historiador, Abade de Baçal «D. Aleixo movido de sinistros intentos se mudou para Bragança com o cabido e auditório arruinando a sua mãe a Santa Sé levando-lhe todo o móvel precioso que tinha e roubando a prata da confraria unicamente para destruir esta cidade, gabando-se no púlpito de Bragança - que um Miranda destruiria Miranda - do que resultou ser malquisto do povo e causa de muitas demandas injustas, destruidor dos bens da mitra que deveria gastar com os pobres.
Tem nesta Sé o seu sepulcro que mandou fazer na capela de Nossa Senhora do Rosário. Foi mal não lhe servir para evitar os danos que causou a este bispado.
Não levou a Sé por ela não ter rodas.
A D. Frei Aleixo se devem as grades de ferro da capela do Santíssimo Sacramento, mandadas fazer e ali colocadas em 1760, encimadas pelo escudo e pelas suas armas.

Arca dos Santos Óleos
Brasão de Frei Aleixo de Miranda Henriques

Material:

Granito. Leitura epigráfica: Sª DE FR ALEYXO INDIGNISSIMO BISPO DE MIRANDA DA ORDEM DOS PREGADORES FILHO TÃBEM INDIGNISSIMO POR SUA ALMA AVE M FEITA 1764
 

Descrição: No primeiro as armas da família Miranda [de ouro], com aspa de [vermelho], acompanhado de quatro flores de lis de [verde]; no segundo as armas da família Henriques; [de vermelho] com um castelo [de ouro], aberto iluminado e lavrado [de azul]; mantelado [de prata], carregado de dois leões [de prata].
 
Timbre: Um leão aleopardado. Chapéu eclesiástico com cordões e apenas com quatro borlas aparentes, correspondentes à dignidade episcopal.
 
Datação: 1764
 
Tipo de Escudo: Francês. Coronel de nobreza assente sobre o timbre.